terça-feira, 6 de março de 2018

Camisolas, isso é para meninos


Ano de 1995
FC Porto paga viagem a Calheiros
Federação arquiva caso

Factura da viagem de Calheiros foi para às Antas por engano. Porto paga, manda devolver a factura, Ministério Público encontra provas de corrupção, mas... 'no pasa nada'. Federação arquiva e... amigos como dantes.
De Viana ao Brasil, com ‘escala’ no aeroporto do Porto, o árbitro Carlos Calheiros e família atravessaram o Atlântico e gozaram umas agradáveis férias – aproximava-se a nova época e era preciso descansar e encontrar alguma tranquilidade...
A factura das viagens foi paga pelo FC Porto, à Agência Cosmos, propriedade de Joaquim Oliveira e parceira do clube das Antas, nas deslocações do clube e seus representantes. Perante as provas (a factura emitida no nome de Carlos Calheiros e paga pelo FC Porto), a Justiça  desportiva e civil só teria de condenar.
E o que aconteceu? As provas de nada serviram, porque nos bastidores circularam as promessas de fruta... Que bom seria se estas escutas viessem à baila... A Federação arquiva o caso e o Ministério Público confirma que existiram actos de corrupção.
Perante factos irrefutáveis, o FC Porto teria de se justificar... E fê-lo de forma brilhante... Argumenta que a factura foi devolvida, que não a pagou e que tudo não passou de um equívoco. Que chatice... Enviam uma factura de um árbitro para o clube das Antas!? Hum...
Foram 762 contos que Calheiros poupou. O que terá dado em troca? Quantos penáltis? Quantos golos? Quantas expulsões perdoadas? Quantos títulos corruptos ajudou a construir? O caso-Calheiros está escrito na história do futebol português. Ninguém o apaga.


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